Entrou este sábado em funcionamento o novo sistema de transporte público na cidade do Porto, ligando a Casa da Música, na Avenida da Boavista, à Praça do Império. Numa fase inicial, e até ao final do mês de março, o metroBus será de utilização gratuita, estando aberto à experimentação por parte dos cidadãos.
Fomos realizar a viagem inaugural e falar com alguns passageiros frequentes. Mariana Vasconcelos faz hoje a sua estreia neste novo serviço. Como percorre diariamente este trajeto até Serralves, onde trabalha, está esperançosa de que poderá poupar cerca de 15 minutos no tempo de viagem. Também Maria, que vem de Paredes todos os dias para trabalhar no Porto e que atualmente demora cerca de uma hora e meia no percurso, acredita que poderá igualmente reduzir a sua deslocação em aproximadamente 15 minutos.
Quem se desloca a Serralves passará, assim, a beneficiar de uma viagem mais confortável e mais rápida.
Do ponto de vista operacional, o metroBus apresenta frequências de 10 minutos nas horas de ponta (das 07h00 às 10h00 e das 17h00 às 20h00). Fora desses períodos, bem como aos fins de semana e feriados, as viagens realizam-se de 15 em 15 minutos. Nesta fase inicial, o horário de funcionamento diário decorre entre as 06h30 e as 22h00.
O metroBus serve as avenidas ocidentais da Boavista e do Marechal Gomes da Costa, num percurso de quatro quilómetros entre os dois términos, integrando sete estações: Casa da Música, Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves, João de Barros e Império.
“Trata-se de um serviço que alia a eficácia, pontualidade e fiabilidade já reconhecidas do sistema Metro à flexibilidade e ao conforto proporcionados pela mais recente geração de autocarros ecológicos, representando um avanço significativo na oferta de transporte público sustentável na cidade”, segundo o Metro do Porto. Na prática, os passageiros podem entrar ou sair por qualquer uma das três portas laterais dos veículos, sendo a validação dos títulos de transporte efetuada nos validadores instalados nas estações e não no interior dos autocarros.
Estas viaturas são alimentadas a hidrogénio — produzido a partir de energia solar — não gerando emissões poluentes e contribuindo, assim, de forma significativa para a neutralidade carbónica e para o cumprimento das metas ambientais das Nações Unidas.
Todo o projeto do metroBus, que inclui ainda a futura ligação Boavista–Anémona, atualmente em construção, representa um investimento total de 76 milhões de euros, proveniente maioritariamente do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), mas também do Orçamento do Estado e do Fundo Ambiental.