Numa altura em que várias zonas de Portugal estão inundadas ou sob aviso elevado de inundações, a embaixada do Japão em Portugal oferece alguns conselhos práticos, fruto da experiência do país em desastres naturais. Um deles é inesperado: o calçado ideal nestas circunstâncias são ténis e não galochas: “Se a água entrar nas botas, estas tornam-se extremamente pesadas e dificultam a locomoção em caso de emergência”, lê-se na publicação, que acrescenta que os ténis garantem maior estabilidade e agilidade e devem ser usados bem ajustados ao pé.
E até quando é seguro andar dentro de água? “A regra de ouro é: evacue antes que a água chegue ao nível do joelho“. Quando a água atinge essa altura, a pressão da água torna quase impossível para um adulto caminhar contra a corrente, alerta a embaixada japonesa. Se esse limite for atingido dentro de casa, o conselho é que não se tente sair, mas antes procurar, nos casos em que isso é possível, o andar mais alto da casa; Se houver necessidade se atravessar uma zona inundada, a sugestão é usar um “terceiro pé” – um cabo de vassoura ou um guarda-chuva para sondar o chão à sua frente e assim evitar “armadilhas” potencialmente fatais, como tampas de esgoto abertas e invisíveis debaixo de água.
Também para quem está na estrada os japoneses têm um conselho, lembrando que apenas 30 cm de água em movimento podem arrastar a maioria dos automóveis: “Se encontrar uma estrada inundada, não arrisque: volte atrás.”
Portugal continental está a ser afetado pela depressão Leonardo, prevendo-se até sábado chuva persistente e por vezes forte, queda de neve, vento e agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Há uma semana o país foi atingido pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro e levou à morte de dez pessoas, à destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
Há ainda a registar centenas de feridos e desalojados.