As depressões – Ingrid, Joseph e, mais recentemente, a ciclogénese explosiva Kristin – não têm dado tréguas e a tendência é para continuarem. Segundo o Meteored, um dos fatores que explica este período é um “bloqueio muito persistente nas latitudes altas tem favorecido o desvio do jato polar e das tempestades e frentes atlânticas para latitudes mais meridionais”.
“A curto e médio prazo, com um jato polar muito mais a sul que o normal, as frentes e tempestades atlânticas aí formadas continuarão a ser encaminhadas com frequência para Portugal”, avisa Alfredo Graça, geógrafo e especialista da Meteored Portugal, que acrescenta que, “de acordo com os mapas do modelo europeu para o curto e médio prazo, o bloqueio de altas pressões entre a Gronelândia e a Escandinávia está para durar”.
Esta situação fará com que o jato polar continue a circular por latitudes mais baixas, encaminhando novas tempestades e frentes muito ativas até Portugal continental e também até aos Açores. A Madeira “escapará” na grande maioria das vezes.
Até quando?
De acordo com a última atualização do modelo Europeu, é pouco provável que as tendências se alterem muito, pelo que o bloqueio entre a Gronelândia e a Escandinávia se afigura persistente, durando potencialmente por toda a primeira quinzena de fevereiro.
Por conseguinte, a continuidade deste cenário será favorável à chegada de mais tempestades e novas frentes associadas ao nosso país, ao qual se poderão juntar outros fatores, como os rios de humidade.
Para a segunda quinzena de fevereiro, a incerteza aumenta, existindo vários cenários em perspetiva, tais como o anticiclone dos Açores mais próximo ao território do Continente ou a chegada de mais massas de ar polar.