Os rios da Amazónia trouxeram, antes de qualquer assembleia plenária, as vozes dos povos da floresta. Chegaram em embarcações, vindos de comunidades que aprenderam com a água a atravessar distâncias e resistências. No dia 12 de novembro, a barqueata, uma passeata aquática que cortou as águas como quem anuncia um outro modo de existir, abriu a presença amazónica na COP30. Três dias depois, a Marcha Global por Justiça Climática levou 50 mil pessoas às ruas, segundo os organizadores, costurando em passos firmes a mesma mensagem dos rios.
Nos arredores da conferência climática mais importante do ano, longe das salas em que governos disputam cada palavra do futuro, povos indígenas, comunidades tradicionais, coletivos urbanos, juventudes e movimentos sociais consolidaram aquilo que os trouxe até aqui: a Declaração Final da Cúpula dos Povos, entregue oficialmente à presidência da COP30.
