A diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil de Lisboa, Margarida Castro Martins, atualizou esta manhã o número de mortos na sequência do descarrilamento do Elevador da Glória, na quarta-feira, pelas 18h00. Segundo a responsável, das 38 pessoas afetadas pelo acidente, 15 morreram na quarta-feira e 23 foram transportadas ou deslocaram-se por meios próprios para hospitais, duas das quais acabaram por morrer durante a noite.
Há agora, então, a registar 17 mortos e 21 feridos, de, pelo menos 10 nacionalidades diferentes, incluindo quatro de nacionalidade portuguesa, dois espanhóis, um coreano, um cabo-verdiano, um canadiano, um italiano, um francês, um suíço e um marroquino.
O Ministério Público já abriu um inquérito ao acidente, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) a adiantar, numa resposta enviada à Lusa, que o MP “encontra-se a realizar os procedimentos necessários, no âmbito das suas competências, nomeadamente para efeitos de preservação da prova, com orientação e em articulação com os órgãos de polícia criminal”.
O elevador da Glória é gerido pela Carris, liga os Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, num percurso de cerca de 265 metros e é muito procurado por turistas.
Numa nota enviada à Lusa, a Carris “lamenta a existência de vítimas e está a acompanhar a situação. A Carris disse ainda que “foram realizados e respeitados todos os protocolos de manutenção” e que a última inspeção foi realizada no ano passado.De acordo com a empresa, a manutenção geral que ocorre a cada quatro anos, ocorreu em 2022 e a última reparação intercalar, que é concretizada de dois em dois anos, foi feita em 2024.“Têm sido escrupulosamente cumpridos os programas de manutenção mensal, semanal e a inspeção diária”, afirmou.A empresa disse ainda que “abriu de imediato um inquérito em conjunto com as autoridades para apurar as reais causa deste acidente”.
O Governo decretou um dia de luto nacional, nesta quinta-feira.