Numa carta enviada a um juiz nova-iorquino, os advogados de Maxwell dizem que esta está a ser maltratada quando comparando as condições a que está exposta às dos restantes detidos.
Os advogados descrevem o tratamento que Maxwell recebe como “uma reação às circunstâncias que envolvem a prisão preventiva e a morte do Sr. Epstein”.
Maxwell está atualmente detida no Centro Metropolitano de Detenção de Brooklyn, enquanto aguarda pelo seu julgamento que está programado para começar no dia 12 de julho de 2021.
Para além de ser vigiada 24 horas por dia, Maxwell encontra-se em prisão solitária, não tendo assim contacto com outros presos, é submetida a protocolos de controlo de suicídio que a obrigam a usar uma indumentária especial e a ser acordada várias vezes durante a noite e vê as suas chamadas telefónicas controladas, sendo que são tiradas notas de tudo o que diz.
Para além disso, os seus advogados afirmam ainda que a sua cela é revistada várias vezes ao dia e que a sua cliente é obrigada a realizar um grande número de exames físicos.
Estas medidas que visam manter viva Maxwell, estão a prejudicar a sua capacidade para se preparar para o julgamento e a pôr em perigo os direitos garantidos pela Sexta Emenda, que asseguram a participação na sua própria defesa.
“A Sra. Maxwell não pretende obter tratamento especial na MDC [Centro Metropolitano de Detenção de Brooklyn]; mas pede para não ser desfavorecida no seu tratamento enquanto detida, especialmente quando se trata de preparar a sua defesa relativa a uma conduta que supostamente ocorreu há mais de 25 anos”.
Maxwell foi detida no dia 2 de julho numa mansão em New Hampshire. É acusada de cooperar com Epstein, de recrutar raparigas para um esquema de tráfico sexual e de ser autora de alguns casos de abusos. Estas condutas terão sido realizadas em vários locais, como no Reino Unido, Florida, Nova Iorque e Novo México. A socialite de 58 anos declarou-se inocente.