O tradicional festival da cerveja em Munique (Alemanha), o Oktoberfest, já começou. Durante duas semanas vão ser consumidos cerca de 7 milhões de litros de cerveja, muitos deles naquelas canecas gigantes que já nos habituámos a ver.
Depois de uma noite de festa e muito álcool é natural que o corpo se ressinta no dia seguinte e surja a ressaca e uma corrida (lenta) a suplementos que deem cabo daquela sensação de cansaço e das dores de cabeça. E como há várias empresas que os vendem e anunciam como cura para os efeitos secundários do abuso do álcool, houve alguém que se decidiu queixar disso mesmo e levou o caso a tribunal.
Resultado: um tribunal alemão considerou que a ressaca é uma doença e que as empresas que vendem comida ou bebidas não as podem rotular como tendo efeitos de cura para os sintomas relacionados com a ressaca (cansaço, náuseas e dores de cabeça)
“As informações sobre um produto alimentar não podem atribuir propriedades para prevenir, tratar ou curar uma doença ou dar a impressão de que têm essa característica , referem os juízes do tribunal de Frankfurt, segundo relata a televisão Deutsche Welle e o The New York Times.
Em fevereiro, um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition e realizado por cientistas alemães referiu que a ressaca é um conjunto complexo de “sintomas físicos e mentais desagradáveis que ocorrem quando as concentrações elevadas de álcool no sangue voltam a zero”.
Segundo os investigadores, não há “comprimidos eficazes” para esses sintomas, e as mezinhas populares para a prevenir a ressaca – como “cerveja antes do vinho e corre tudo bem” – não foram cientificamente comprovados.
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