Tudo começou quando uma noiva publicou no Facebook as regras de vestuário para o seu casamento, que deveria acontecer um ano e meio mais tarde. No post, começa por dizer que está a avisar com bastante antecedência para que todos tenham “tempo para encontrar e escolher alguma coisa gira”. Seguidamente, avisa que as regras são restritas porque pretende criar um efeito visual a partir da indumentária e que, se fizerem tudo bem, isso faria “sobressair a dança sincronizada” na praia.
Feita a introdução, começa então a descrever as regras de guarda-roupa para o evento, separando homens e mulheres de acordo com a sua categoria de peso, do seguinte modo:
Mulheres (45-72 kg): camisola de veludo verde, calças de camurça cor-de-laranja, sapatos de salto alto Loubotin (os famosos sapatos de salto vermelho) e cachecol da Burberry.
Homens (45-90kg): casaco felpudo roxo, chapéu com suporte para bebidas, ténis brancos e pulseiras luminosas.
Mulheres com mais de 72kgs deveriam vestir-se todas de preto, incluindo os sapatos, e homens que ultrapassem os 90kgs deveriam vestir-se com um padrão camuflado e ténis pretos. Segundo os desejos da noiva, todas as crianças deveriam ir de vermelho “da cabeça aos pés”, e alerta para que seja “vermelho verdadeiro e não toranja ou outras tretas”, uma vez que as crianças irão formar um coração.
Depois da coreografia, os convidados deverão trocar de indumentária e vestir algo mais formal. “Lembrem-se, o local é extremamente sofisticado e nós queremos aparecer no nosso melhor, senhoras e senhores”, escreve, antes de acrescentar: “Nós queremos que invistam num conjunto no valor de pelo menos mil dólares. Isto inclui joias, acessórios, maquilhagem e cabelo.”
A mensagem termina com: “Vocês têm um ano e meio para começarem a trabalhar. Não há desculpas!”
Um dos seus convidados, revoltado com aquilo que leu, decidiu partilhar a publicação da noiva no Reddit, tornando-se rapidamente viral.
A noiva defendeu-se, mais tarde, dizendo que a mensagem estava “fora do contexto” e que se sente “destroçada e traída”. No entanto, está determinada a identificar o delator e, para isso, criou uma festa de pré-casamento na qual todos serão submetidos a um polígrafo.
“Acabámos de comprar um polígrafo verdadeiro por 99 dólares na Amazon. Se não puderes vir à festa do polígrafo, serás assumido como culpado, a não ser que consigas arranjar uma desculpa válida”, disse a noiva.
“Prometo que, se estiveres inocente, não tens com que te preocupar”, e acrescentou: “Eu sugiro que quem fez isto me venha simplesmente dizer. Eu não vou retaliar, vou só cortar todos os laços e comunicação com essa pessoa (e falar mal dela durante muito, muito tempo). Se tiverem alguma informação sobre quem traiu a minha confiança e os planos para o meu casamento, eu dou-vos 100 dólares”.
As críticas aos planos para o casamento também não ficaram sem resposta: “O meu marido e eu somos curandeiros espirituais certificados, com mais de dez anos de experiência. Todos vocês sabem disso. As cores do nosso casamento, os tecidos e a dança íntima sincronizada são algo que nos é muito querido”.
Segundo a noiva, as roupas caras representavam “riqueza que desejamos obter”, o preto e a camuflagem são a “aura do diabo que temos de afastar”, e os chapéus representavam “os nossos desejos de uma abundância de líquidos salva-vidas”.
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