Numa conferência de imprensa no Hospital dr. Nélio Mendonça, no Funchal, que começou depois das 23:00 de quarta-feira, o médico Pedro Freitas adiantou que a vítima mortal é “uma mulher estrangeira” que se encontrava nos cuidados intensivos.
“Das 28 vítimas [feridos] que deram entrada no hospital, dois são de nacionalidade portuguesa e o resto são estrangeiros e não há crianças” entre os feridos assistidos no hospital, assegurou o clínico.
O clínico indicou que três dos feridos do acidente com o autocarro estavam àquela hora no bloco operatório, sendo estes “os casos mais complicados”.
Outros três estavam na sala de observação do serviço de urgência, enquanto os restantes encontravam-se em observação no mesmo serviço, mas numa área menos monitorizada.
Pedro Freitas adiantou que dois feridos que chegaram ao hospital dois tiveram alta no mesmo dia.
A equipa clínica sustentou ainda que “de momento é prematuro” avançar com mais elementos relacionados com o prognóstico dos feridos, remetendo para nova conferência de imprensa para as 10:00 de hoje.
Pedro Freitas referiu que “de momento não há necessidade de haver transferência de vítimas para fora da região”, acrescentando que “muitas das vítimas estão por identificar”.
A presidente do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (SESARAM), Tomásia Alves, expressou o “profundo pesar pelo falecimento das 28 vítimas no local”, adiantando que à chegada ao hospital, às 19:00, foram de imediato disponibilizados “os meios para prestar apoio às vítimas e familiares”.
De acordo com Tomásia Alves, no âmbito do plano de emergência da unidade hospitalar foi ativado um gabinete de apoio com as linhas telefónicas – 291705659, 291705778 e 291705679.
O SESARAM apelou ainda à população para recorrer ao serviço de urgência “apenas em situações urgentes ou emergentes”.
A responsável do SESARAM acrescentou terem sido contactados os serviços de Medicina Legal e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
Na quarta-feira, pelas 18:30, um autocarro turístico com 56 pessoas despistou-se numa ravina, rebolando num terreno na zona do Caniço de Baixo, no concelho de Santa Cruz, provocando a morte de 29 pessoas e 27 feridos.
O Ministério Público já ordenou a abertura de um inquérito para apurar as causas deste acidente.
O Governo Regional da Madeira decretou três dias de luto no arquipélago.
com Lusa