A PwC, empresa que valida e audita os envelopes dos vencedores do mais relevante prémio de cinema de Hollywood viu-se obrigada a contactar guarda-costas para garantir a segurança de Brian Cullinan e Martha Ruiz, os dois responsáveis pela chegada dos envelopes com os nomes dos vencedores a Warren Beatty e Faye Dunaway.
A notícia de que os dois consultores passarão a fazer-se acompanhar por guarda-costas foi avançada pela Associated Press depois de ambos terem recebido cartas em casa e de terem fotografias das suas famílias publicadas nos media.
Embora a consultora tenha assumido a falha e pedido desculpas, o episódio dos envelopes trocados, que deu erradamente a vitória ao filme La La Land de Damien Chazelle e só depois ao verdadeiro vencedor, Moonlight de Barry Jenkins, tem dado pano para mangas.
Este foi considerado já o pior erro da história dos Oscars, este ano na sua 89ª edição, e o erro foi exponenciado pela demora na correção, porque os produtores de La La land já estavam no palco a fazer os seus discursos de agradecimento quando receberem a informação de que não tinham, afinal, ganho o Oscar de Melhor Filme de 2017.
Segundo Cheryl Boone Isaacs, a Presidente da Academia, a gaffe teve por base a distração de Brian Cullinan, que minutos antes se “denunciou”, quando publicou uma foto de Emma Stone nos bastidores depois de ter subido ao palco para receber o Oscar de Melhor atriz deste ano
Depois da expressão mediática brutal deste incidente, Brian Cullinan e Martha Ruiz foram impedidos de voltar a participar em qualquer outra cerimónia dos Oscars pela Academia das Ciências e Artes Cinematográficas.
Cheryl Boone Isaacs também já veio a público pedir desculpas pelo outro erro deste ano, quando no memorial apareceu a fotografia da produtora de cinema australiana Jan Chapman, ainda viva, em vez da imagem da falecida designer Janet Patterson.