MANUAL DA VACINA:
- GRUPOS DE RISCO: Os primeiros da fila
- CALENDÁRIO: Os meses da vacina
- COMBATE GLOBAL: Espreitando o mundo
- PERGUNTAS ESSENCIAIS: Para acabar com as dúvidas
- SEGURANÇA: Mitos e falsidades
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Grávidas
As mulheres nos 2.° e 3.° trimestres de gestação estão na linha da frente para a vacinação. Por várias razões. Durante a gravidez, os elevados índices da hormona progesterona provocam uma diminuição da resposta imunitária. Além disso, o aumento do volume abdominal dificulta as trocas gasosas e a eliminação das secreções. Durante o puerpério, verifica-se, ainda, um risco acrescido de complicações associadas à infecção. Por outro lado, uma grávida protegida significa, por inerência, um recém-nascido imune à Gripe A, já que, pela placenta, passam os anticorpos que destroem o vírus. Os ensaios da vacina não foram feitos em grávidas – por norma, nenhum medicamento é testado neste grupo de mulheres -, mas os especialistas asseguram que as reacções adversas, a acontecerem, são exactamente as mesmas que ocorrem nas outras pessoas. Nos EUA, já morreram 28 grávidas devido a infecção pelo H1N1. Em Portugal, das quatro vítimas mortais, uma tinha ficado infectada durante a gravidez.
Asmáticos, doentes respiratórios crónicos, doentes neuromusculares, pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica
Nas pessoas com problemas pulmonares, os sintomas da gripe podem ser exacerbados. Além disso, o vírus interfere, por exemplo, com os mecanismos imunológicos que desencadeiam a asma. A terapêutica, à base de corticoesteróides, também contribui para a diminuição das defesas do organismo. A Organização Mundial de Saúde considera que, ao lado das grávidas e das crianças com menos de 2 anos, os que sofrem de problemas respiratórios crónicos estão entre os que desenvolvem mais complicações associadas à gripe. Tal como acontece em relação à gripe sazonal, os asmáticos e as pessoas com outras patologias respiratórias têm forte indicação para se vacinarem.
Imunodeprimidos
Os transplantados e as pessoas com doenças auto-imunes apresentam uma maior susceptibilidade ao vírus, por culpa de um sistema imunitário enfraquecido pela medicação imunossupressora. Os seropositivos, cujo sistema de defesa foi afectado pelo VIH, também são um grupo de risco.
Diabéticos
Em Portugal há quase um milhão de diabéticos. Esta doença acaba por contribuir para a diminuição das defesas, potenciando o aparecimento de uma pneumonia viral primária. A primeira morte por H1N1, em Itália, foi de um homem que sofria de diabetes.
Doentes cardiovasculares
O vírus da gripe pode exacerbar os sintomas destes doentes, originando complicações.
Doentes renais, do fígado ou com patologia sanguínea
Nestas pessoas, o sistema imunitário está, à partida, debilitado.
Obesos
Pela primeira vez, a obesidade aparece como um forte factor de risco e de complicações, em caso de gripe. O peso a mais contribui para a diminuição da capacidade pulmonar e dificulta a eliminação de secreções. Além disso, à obesidade estão muitas vezes associadas outras patologias, como a diabetes ou a doença cardiovascular. A Direcção-Geral de Saúde define obesidade mórbida como um Índice de Massa Corporal (peso em quilos a dividir pela altura, em metros, ao quadrado) acima dos 25, no caso das crianças com menos de 10 anos, superior a 35, no dos jovens entre os 10 e os 18 anos, e acima de 40, no dos adultos.
Crianças e coabitantes de bebés doentes, com menos de 6 meses
Até aos 2 anos, o sistema imunitário das crianças ainda não está completamente desenvolvido. Além disso, a frequência de infantários e escolas potencia o contágio entre os menores. A boa notícia é que, apesar de serem muito afectados, os mais novos parecem acabar por resolver a infecção. Mas nenhuma criança com menos de 6 meses, e portadora de doença grave, pode ser vacinada. Daí que se justifique a imunização dos seus contactos mais próximos.
Profissionais de Saúde, titulares de órgãos de soberania e trabalhadores que desempenhem funções essenciais
Manter o País a funcionar, os hospitais e centros de Saúde abertos, e as redes de electricidade, gás e água operacionais – eis a justificação para a prioridade dada a este grupo, responsável por 5% da cobertura vacinal.