Naquele encontro dos ministros da Juventude da CPLP com o primeiro-ministro António Guterres e o seu ministro Adjunto, Jorge Coelho, promovido pelo secretário de Estado da Juventude, António José Seguro, o representante da Guiné-Bissau mostrou-se impressionado com o anfitrião, organizador da cimeira, em Lisboa. E não o escondeu. Dirigindo-se a Guterres, felicitou-o: “Parabéns, senhor primeiro-ministro! Arranjou um secretário de Estado excelente. Os trabalhos decorreram muito bem, conseguiu pôr-nos todos de acordo… foi fantástico!” Uma testemunha da cena, que relatou, esta semana, a história à VISÃO, conta como Guterres reagiu, babado: “Senhor ministro, se ganhei as últimas eleições, devo-o a dois homens aqui presentes: ao senhor ministro Jorge Coelho, com a sua capacidade de trabalho e de organização, e ao nosso amigo António José Seguro. Ele é que foi o meu manager. Ele é que me disse sempre, em toda a campanha eleitoral, o que eu devia e o que eu não devia fazer.”
António Guterres conhecia o jovem Seguro, praticamente, desde que o seu secretário de Estado era criança. Com raízes num dos concelhos vizinhos de Penamacor, o Fundão, Guterres conhecia a família e o pai, Domingos Sanches Seguro, vereador do PS naquela câmara. Cedo lhe descobriu talentos, de tal forma que, quando ganhou a Jorge Sampaio o lugar de secretário-geral do PS, logo o chamou para seu chefe de gabinete. Na direção, Guterres constituiu uma equipa de sub-40, de que faziam parte, entre outros, Carlos Zorrinho (atual presidente da Câmara Municipal de Évora), Laurentino Dias, António Costa (reconvertido do sampaísmo) e um tal jovem político, também oriundo do seu distrito (Castelo Branco), chamado… José Sócrates.