Quando chamados a votar, nos últimos anos, os eleitores têm punido os políticos no poder e dado uma oportunidade aos desafiantes. Mas será que essa tendência vai manter-se em 2026, ano em que alguns pesos-pesados da política global – como Viktor Orbán, Benjamin Netanyahu, Lula da Silva e, em certa medida, Donald Trump – vão ser confrontados com o julgamento popular, nas urnas?
De Daca a Bogotá, de Budapeste a Brasília, a vitalidade de muitas democracias será testada ao longo dos próximos meses, com diversas eleições a poderem definir não só o rumo dos respetivos países, mas também algumas dinâmicas de poder regionais e globais. E, em cada uma delas, vamos perceber se o voto ainda é suficiente para conter o crescimento das autocracias ou se, por outro lado, serve apenas para canalizar frustrações e ressentimentos.