Mal Rui Rio se livrou de uma sanção do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD e já está novamente debaixo da ameaça de outras três punições por parte daquele tribunal do partido, que fiscaliza todos os órgãos nacionais, regionais e locais. Dias depois de ter ficado provado que violou os estatutos sociais-democratas, por não ter dado seguimento a uma moção temática aprovada no último congresso que pedia um referendo à eutanásia, o líder do PSD tem agora de responder à acusação de ter interferido na escolha dos candidatos autárquicos em três concelhos, violando a autonomia de decisão dos dirigentes das estruturas locais. Além de Rio, também José Silvano, o secretário-geral e coordenador autárquico, é visado nestes novos inquéritos.
De menos sorte se pode lamentar o líder parlamentar do PSD, que acabou por receber uma advertência da Jurisdição em relação ao tal documento sobre a morte assistida. Porém, Adão Silva avança para o Tribunal Constitucional esta quarta-feira, 2 de junho, recorrendo da condenação aprovada na passada semana, ao alegar que a moção não teve qualquer valor vinculativo e que o próprio não conta com autonomia de iniciativa face à presidência do partido. Um recurso que entra no Palácio Ratton dois meses depois de os juízes terem decidido a favor de uma ex-deputada centrista dos Açores, que foi expulsa do CDS e vai ter de ser reintegrada, por falhas verificadas nos procedimentos jurisdicionais.

