As comemorações do 25 de abril deste ano marcaram a estreia para o primeiro-ministro, António Costa e, para Marcelo Rebelo de Sousa.
O Palácio de S. Bento e a Assembleia da República abriram ao público durante o dia, o que já não acontecia desde o primeiro ano de governação de Pedro Passos Coelho.
O primeiro-ministro considerou que uma das grandes vitórias “da democracia foi a sua capacidade de reconciliação” dos portugueses e que uma das principais conquistas do 25 de Abril é a “liberdade de comunicação”.
Na sessão solene no parlamento, depois de o Orfeon Académico de Coimbra ter interpretado o Hino Nacional e a canção “Vejam Bem”, de José Afonso, o deputado do PAN André Silva fez o primeiro discurso do dia, no plenário.
Seguiram-se os representantes do PEV, José Luís Ferreira, do PCP, Rita Rato, do Bloco de Esquerda, Jorge Costa, do PS, João Torres, líder da Juventude Socialista, e por fim do PSD, Paula Teixeira da Cruz, presidente da Assembleia da República e Presidente da República.
Depois de encerrada a sessão solene, Ferro Rodrigues e Marcelo Rebelo de Sousa assistiram na Escadaria Nobre à interpretação da canção “Grândola, Vila Morena” pelo Orfeon Académico de Coimbra e visitaram a exposição “A prova do tempo: 40 anos de Constituição”.
Ao fim de quatro anos de ausência, como sinal de descontentamento face às políticas do anterior Executivo PSD/CDS-PP, o capitão de Abril e presidente da Associação 25 de Abril Vasco Lourenço voltou a marcar presença na sessão solene comemorativa, respondendo a um convite feito pessoalmente por Ferro Rodrigues, a 22 de fevereiro passado.
As comemorações populares decorreram em Lisboa, e no Porto. O tradicional desfile, organizado pela Associação 25 Abril, centrais sindicais CGTP e UGT, entre outras entidades, começou no Marquês de Pombal em direção ao Rossio.
No Dia da Liberdade, Marcelo Rebelo de Sousa agraciou o neurocirurgião João Lobo Antunes e o ex-ministro e fundador do Serviço Nacional de Saúde António Arnaut com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.
Durante a tarde do feriado, quer a Assembleia da República, quer a Residência Oficial do primeiro-ministro, em S. Bento, abriram as portas à população, com iniciativas de carater cultural e outras dedicadas aos mais jovens.