O governo está a debater com o primeiro-ministro a situação financeira do país e as medidas de execução do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
José Sócrates afirma que “o governo enfrentará com absoluta firmeza a situação actual” e que o PEC vai ser cumprido já e de forma rigorosa. Disse ainda que “para reforçar a confiança (dos portugueses e da comunidade internacional) vamos antecipar as medidas do PEC”.
O primeiro-ministro acrescenta que “vai haver reforço do controlo nas admissões na função pública”. Neste sentido, “o número de funcionários públicos foi reduzido em quase 10%. Nunca foi feito antes”.
“Portugal foi um dos países mais reformistas, segundo o FMI e instâncias financeiras”.
Miguel Macedo, líder da bancada social-democrata, afirmou na sua intervenção que “a semana foi negra e aumentou as angústias dos portugueses”, estando “a imagem e credibilidade do país em causa”. Miguel Macedo defende ainda na sua intervenção que “o país já esta endividado” e que por isso “as grandes obras públicas devem ser adiadas. Não porque não possam ser úteis mas sim porque a situação económica do país não o permite.”
Em resposta à intervenção de Miguel Macedo, relativamente às obras públicas Sócrates diz “não me peça para mudar de política quando governo já tem compromissos firmes com as empresas”, acrescentando que as obras a Macedo se refere “são obras que dão emprego”. O primeiro-ministro pretende manter uma posição firme face à “especulação”.
Paulo Portar, líder da bancada do CDS-PP, defende que as pequenas e médias empresas é que podem gerar emprego no país. A esta afirmação, José Sócrates responde que são as grandes obras públicas que geram emprego para as pequenas médias empresas. “Seria um erro suspender” as obras públicas remata.
O novo aeroporto será feito com recurso a financiamento privado e não público. Relativamente à questão das obras públicas o governo apresenta uma postura de firmeza. Cumprir o PEC é, para já, a resposta do governo à crise financeira.