A Ucrânia continua a pedir ajuda os países aliados para conseguir combater contra a invasão russa, e Espanha é o país que mais está a desapontar, avança o El Mundo. Citando fontes militares ucranianas que não quiseram ser reconhecidas, o jornal descreve que o “desconforto é evidente” e que, apesar de estarem a chegar armas e meios para que os ucranianos tenham mais formas de combate de vários países países, até mesmo de Portugal, que enviou 315 toneladas de material militar, a passividade de Espanha está a “enfurecer” e a irritar os ucranianos, diz o jornal, nomeadamente políticos e militares.
“Até Portugal, um país mais pequeno, foi muito mais generoso”, comenta um perito militar, citado pelo El Mundo. Com Espanha, há sempre algum “problema” que acaba por impedir o envio de material, escreve ainda o jornal, garantindo ainda que os sentimentos de “surpresa” e “desilusão” são comuns entre as várias fontes.
Em abril, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em abril, esteve em Kiev com Zelensky e, nessa altura, prometeu “o maior envio de armamento” para a Ucrânia, garantindo que estariam a caminho da Polónia 40 veículos carregados com 200 toneladas de material. Contudo, quando estes chegaram à fronteira, deixaram as armas e voltaram para trás.
Em junho, foi também sugerido o envio de 40 tanques que fazem parte da reserva espanhola, mas era preciso a autorização da Alemanha, já que teriam origem alemã. A Alemanha não terá recebido, contudo, qualquer pedido oficial de Espanha. Entretanto, a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, justificou a falha dizendo que os veículos estavam, afinal, num estado “absolutamente lamentável” e seriam um risco para quem os utilizasse. Num dos encontros entre o embaixador da Ucrânia em Espanha, Sergey Pohoreltsev, e a ministra, o embaixador afirmou que “se alguém quer ajudar, procura e encontra sempre uma forma de o fazer”.