Donald Trump aproveitou a entrevista telefónica de 9 minutos, esta manhã, para se congratular com o que os militares norte-americanos estão a fazer no Irão (“knocking the crap” out of Iran, foi a expressão do Presidente dos EUA, que pode traduzir-se como “dar uma carga de porrada ao Irão”), deixando, no entanto, o aviso: “a grande onda” ainda está para vir.
“Ainda nem começámos a atingi-los com força. A grande onda ainda nem aconteceu. A grande será em breve”, assegurou.
“Acho que está a correr muito bem. Temos o maior poderio militar do mundo e estamos a usá-lo”, disse ainda, na entrevista a Jake Tapper, da CNN internacional.
Questionado sobre a duração esperada deste conflito, Trump respondeu que não quer que demore demasiado. “Sempre pensei que seriam quatro semanas. E estamos adiantados”, garantiu.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Trump explicou na altura que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.
Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.