Armazenados num depósito localizado na Bélgica, os contracetivos foram destruídos por ordem da Administração do Presidente Donald Trump, num local desconhecido. A notícia foi avançada esta sexta-feira pelo The New York Times, que cita um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), organismo que atualmente se encontra sobre a tutela do Departamento de Estado norte-americano.
Os contracetivos destruídos, que incluíam pílulas anticoncecionais dispositivos intrauterinos (DIU), tinham um valor de 10 milhões de dólares e destinavam-se aos países em desenvolvimento.
“O Presidente Trump está empenhado em proteger a vida das crianças em gestação em todo o mundo”, refere um comunicado citado pelo jornal, que acrescenta que os Estados Unidos não vão fornecer mais contracetivos “sob o pretexto” de ajuda externa.
Os EUA proibiram também qualquer assistência, direta ou indireta, a organizações não-governamentais estrangeiras que “realizem ou promovam ativamente o aborto como método de planeamento familiar”.
De acordo com o jornal New York Times, com base em documentos oficiais do Departamento de Estado e da USAID, várias organizações ofereceram-se para comprar ou aceitar a doação de contracetivos.
No entanto, a Administração norte-americana decidiu pela destruição dos produtos, uma operação estimada em 167 mil dólares.
A destruição do armazenamento já tinha sido anunciada em julho.