É maior do que o Reino Unido, tem dois terços do tamanho do Japão e da Alemanha, um lago maior do que Singapura e uma linha de costa superior à da Califórnia. Então porque é que a Nova Zelândia não aparece em tantos mapas do mundo?
O país dos kiwis e da melhor seleção de râguebi (os All Blacks) é completamente ignorado por muitos quando chega a hora de o colocar num mapa. Empresas como a Starbucks ou Ikea não o incluem em produtos decorativos. Nem a Tesla, a Air Berlin, o zoo de Nova Iorque ou alguns museus.
Nos antípodas de Portugal, o turismo da Nova Zelândia tomou agora a iniciativa de se “revoltar” contra isso lançado a campanha Help us: #getNZonthemap (Ajudem-nos: a pôr a Nova Zelândia no mapa. E quem melhor do que a primeira-ministra para o fazer. Jacinda Ardern juntou-se ao comediante Rhys Darby e o resultado é um vídeo humorístico sobre “uma grande conspiração” para tirar a Nova Zelândia dos mapas”.
Darby diz a o país está a desaparecer e que que tem uma teoria: ou os australianos estão a roubar-lhes os turistas ou os ingleses querem ficar com os All Blacks. Ele vai investigar. Seguem-se, então, alguns exemplos de mapas sem a Nova Zelândia que o humorista cola na parede: nos cafés Starbucks, numa praça do Canadá, no Ikea. E pergunta: “Nova Zelândia, onde raio estás tu?”
Darby telefona de novo à primeira-ministra e diz que tem outra teoria: “talvez seja porque o país tem um formato complicado, assim como uma costeleta meio comida.” Gacinda olha para um mapa e não vê o seu país, diz a Darby que talvez tenha razão, mas que precisam de ajuda.
A campanha é especialmente dirigida para o mercado de visitantes dos EUA, Reino Unido e Austrália. “Como destino de classe mundial, é insondável que a Nova Zelândia fique de fora dos mapas do mundo”, disse Stephen England-Hall, presidente-executivo do Turismo da Nova Zelândia.
Foi, também, lançado o site worldmapswithout.nz onde os neozelandeses vão colocando fotos de mapas que vão encontrando pelo mundo sem o seu país. Sempre com humor, lá está uma foto de no aeroporto de Pyongyang, capital da Coreia do Norte, com a legenda “Esperomos que usem o mesmo mapa no centro de lançamento de mísseis”; outro com o consumo de vinho no mundo em que se diz “Vai para casa cartógrafo, estás bêbado”; o site da Fórmula 1 com os horários de uma corrida em todos os países, menos um, claro, com o comentário “De qualquer forma aqui também ninguém vê a F1”; um mapa mundo em puzzle cujas “cinco mil peças não chegaram para incluir a Nova Zelândia.
Com esta campanha esperam atrair mais turistas, já que esta é a uma das principais indústrias do país – emprega um em cada sete trabalhadores – e a principal fonte de receitas vindas do estrangeiro.