Uma semana depois de ter entrado na Casa Branca, Donald Trump deixou-se fotografar na famosa sala oval com a sua equipa de colaboradores mais próximos (família à parte), durante um telefonema para Vladimir Putin. A seu lado, Reince Priebus (chefe de gabinete), Mike Pence (vice-presidente), Steve Bannon (conselheiro sénior e estratego), Sean Spicer (porta-voz) e Michael Flynn (conselheiro de segurança nacional) entram no plano do repórter fotográfico Jonathan Ernst.
Oito meses decorridos e, entre os homens que iniciaram funções com o 45.º presidente dos EUA, sobra apenas o vice-presidente Mike Pence no ativo. Isto porque a administração Trump anunciou esta setxa-feira a saída de Steve Bannon, o polémico homem da propaganda conotado com a extrema-direita, movimento que nos últimos dias deixou o presidente, mais uma vez, debaixo de fogo (por não ter condenado a recente manifestação nacionalista, no estado da Virginia, que terminou com um morto). Donald Trump deixa assim cair o homem que sempre foi visto como o seu número dois e a verdadeira fonte das suas ideias e pensamentos mais radicais, incluindo os “despejados” quase diariamente na rede social twitter.
O primeiro a saltar fora, logo a 13 de fevereiro, foi Michael Flynn, por ter mentido a Mike Pence sobre os contornos dos seus contactos com o embaixador russo nos EUA e perante a suspeita de ter mantido contactos ilegais com a Rússia, incluindo a hipótese de ter sido subornado para passar informações a Moscovo.
No final de julho, quase em simultâneo, foi a vez de Sean Spicer e Reince Priebus apresentarem as respetivas demissões, o primeiro por supostamente não ter concordado com a nomeação de um novo diretor de comunicação (Anthony Scaramucci, entretanto também já demitido por Trump) e o segundo por estar a ser acusado internamente de passar informações imprudentes à comunicação social.
Agora é Steve Bannon que está de saída, por decisão de Donald Trump. Da fotografia captada a 28 de janeiro na sala oval sobra apenas ele e o seu vice Mike Pence, mas Tony Schwartz, o homem que conheceu Trump nos anos 80 e o ajudou a escrever “A Arte do Negócio”, uma autobiografia do então empresário do imobiliário, defendeu esta semana que o fim do mandato está próximo.
“A presidência de Trump está efetivamente acabada. Ficaria espantado se ele sobrevivesse até ao fim do ano. O mais provável é demitir-se no Outono, se não antes”, escreveu esta quarta-feira, na sua conta de twitter.