Apesar de manter casa em Chicago, sua cidade de sempre, Barack Obama vai continuar a viver em Washington D.C. mesmo depois de passar o testemunho da presidência ao seu sucessor, Donald Trump, e largar a Casa Branca, em janeiro. Assim será até que a sua filha mais nova, Sasha, termine os estudos secundários. A mais velha, Malia, é já finalista e prepara-se para fazer um ano sabático antes de iniciar os estudos superiores, em Harvard, conforme avançou o ainda presidente dos Estados Unidos a alguns órgãos de comunicação social americanos.
O local foi escolhido na primavera passada. O casal mudar-se-á para o charmoso bairro de Kalorama, a umas dezenas de minutos de distância da Casa Branca. A mansão, com 761 metros quadrados e nove quartos, data de 1928 e fica num quarteirão tranquilo. Como vizinhos, terá a embaixada de Omã, o embaixador da União Europeia e o embaixador francês, Gérard Araud, entre outros não menos ilustres da vida política americana. Bill e Hillary Clinton não residirão muito longe dali.
A casa foi arrendada a Joe Lockhart, um ex-secretário de imprensa da Casa Branca e ex-conselheiro de Bill Clinton que se mudou entretanto para Manhattan, em Nova Iorque. Obama deverá pagar uma renda mensal de 22 mil dólares (€20,4 mil), por uma casa que foi avaliada em cerca de €6,5 milhões para venda.
Com acabamentos requintados, várias salas de estar e de estudo e um terraço cheio de sol, a vivenda preenche as necessidades de um casal que vai ter de manter a companhia de elementos dos serviços secretos e de segurança redobrada. Está rodeada de um amplo jardim e conta com estacionamento privado para uma dezena de viaturas. Tem ainda duas cozinhas, uma delas toda revestida a mármore branco.
A equipa de segurança que vai acompanhar a família já anda a estudar o bairro, de modo a perceber que alterações terão de ser feitas para proteger o ex-presidente. Poderão ter de introduzir algumas câmaras de vídeo e diminuir áreas verdes da rua, de modo a aumentar a visibilidade para uma boa vigilância. Também janelas e portas poderão ser alteradas com estruturas à prova de bala.
Neste momento, o quarteirão é descrito como um oásis residencial no meio de uma cidade cheia de reboliço e os seus moradores esperam que assim continue. Mesmo que o novo residente traga mais agitação, é certo que se tornará num dos bairros com o maior dispositivo de segurança depois da Casa Branca.