Com as cheias que ocorreram nos últimos dias nos estados do Mississípi e do Louisiana, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, foi obrigado a declarar emergência federal em ambos os estados.
A chuva começou a cair intensamente na passada sexta-feira, caindo num espaço de 24 horas o dobro da chuva que é expectável para todo o mês de Agosto nestes estados que estão localizados na bacia hidrográfica do rio Mississípi. Existem locais onde o valor é quatro vezes superior ao que é normalmente registado neste mês.
Os avisos para o perigo de cheias repentinas só começaram a surgir na manhã de sábado quando surgiram relatos de chuva forte em várias zonas do Louisiana e do Mississípi. Até ao momento, há registo de 11 mortos, de cerca de 40 mil casas afetadas, 20 mil pessoas que foram resgatadas e cerca de 11 mil alojadas temporariamente em centros de acolhimento.
Jason Ard, xerife da freguesia de Livingston, Louisiana, afirmou que aproximadamente 80 por cento das casas na zona de Baton Rouge foram destruídas pelas cheias. O governador do Louisiana, John Edwards, já declarou um estado de emergência que ficará em vigor até ao mês de Setembro.
No condado de San Bernardino, em Los Angeles, na Califórnia, um fogo arde descontrolado desde ontem. Segundo relatos, as chamas ocupavam uma extensão de 7 mil hectares e já tinha movimentado para a zona de operações aproximadamente 700 bombeiros. O Serviço Florestal dos Estados Unidos já veio avisar para o “perigo iminente à segurança pública”.
Na zona de perigo das chamas encontram-se cerca de 34 mil casas e já foram aconselhadas a evacuar aproximadamente 83 mil pessoas.
As chamas já consumiram duas viaturas dos bombeiros, 12 edifícios e um restaurante histórico, escreve a Associated Press.
Este fogo é apenas mais um dos muitos que têm assolado a Califórnia que se encontra numa seca severa há 5 anos. Desde o início da semana, na vila de Lower Lake, perto de São Francisco, arde um incêndio que até agora já consumiu, pelo menos, 175 edifícios.
A época de incêndios no estado da Califórnia não vai a meio e até agora já arderam cerca de 45 mil hectares. Os serviços florestais assumem que o pior ainda está para vir, particularmente nos meses de Setembro e Outubro.