Um atirador furtivo que disparou sobre a polícia de Dallas e morreu no decorrer da operação policial para o apanhar tinha a intenção de “matar brancos, especialmente polícias brancos”. A informação é do comandante da polícia, David Brown, e tem por base a conversa que o suspeito manteve com um negociador enquanto se encontrava barricado num edifício.
Na origem dessa motivação, segundo o homem que acabou por morrer após a polícia ter feito explodir um engenho enviado até ele através de um robô, estão os dois casos desta semana em que dois polícias mataram dois homens negros, adiantou David Brown.
Pelos vídeos já divulgados, aparentemente – e sublinhe-se aparentemente, porque os vídeos não esclarecem tudo e foram abertas investigações -, nenhum dos detidos seria uma ameaça para os agentes que os balearam.
O comandante da polícia de Dallas avançou ainda que o sniper garantiu ter atuado sozinho no ataque às forças da autoridade, que matou cinco polícias e feriu outros sete.
Ainda assim, há mais três suspeitos sob custódia, que não estão a colaborar, informou na mesma conferência de imprensa o presidente da câmara de Dallas, Mike Rawlings.
Em declarações anteriores aos jornalistas, o chefe da polícia de Dallas tinha dito que haveria dois atiradores furtivos, mas as autoridades ainda não conseguem confirmar este dado com precisão.
Sobre o atirador que morreu, o autarca de Dallas comunicou que não iriam ser reveladas informações, como a identidade ou raça do indivíduo.