Conte-se a história do início: O estatístico, de Nova Iorque, tinha acabado de responder a algumas questões sobre a sua personalidade quando a responsável da empresa à qual se estava a candidatar começou a pesquisar no Facebook o perfil do candidato. Como este não estava público, a entrevistadora pediu-lhe a informação de login: o nome de utilizador e a palavra-passe.
Justin Bassett recusou fornecer aqueles dados e retirou a candidatura, alegando não querer trabalhar para uma empresa que quer aceder a informação tão pessoal. Mas, faz notar a Associated Press, que avança a história, muitos outros candidatos a um emprego estão a enfrentar a mesma questão por parte dos seus possíveis futuros empregadores e… não podem dizer que não.
Segundo a agência noticiosa, são várias as empresas norte-americanas que estão a adotar esta prática – em vez que ver o perfil do candidato como “amigos”, querem vê-lo do ponto de vista do próprio, ou seja: acesso ilimitado as informações pessoais.
“É o equivalente a pedir a alguém a chaves de casa”, indigna-se Orin Kerr, professor de direito em Washington.
Pedir a password de um candidato é mais frequente por parte de agências públicas, sobretudo quando se trata de profissões como polícias ou funcionários dos serviços de emergências.
Dois senadores norte-americanos (Nova Iorque e Connecticut) estão agora a exigir uma investigação por parte do Departamento de Justiça e da Comissão para a Igualdade de Oportunidades de Emprego.