A Universidade do Porto distinguiu esta quinta-feira José Carlos de Vasconcelos com o título de Doutor Honoris Causa, numa cerimónia realizada no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto. A distinção, proposta pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, reconhece “o valor excecional de um percurso que uniu pensamento, ação, palavra e cidadania”, bem como o contributo decisivo do homenageado para a projeção internacional da língua portuguesa, o prestígio das humanidades e a defesa dos valores democráticos e culturais.
Jornalista, poeta e advogado, José Carlos de Vasconcelos dirigiu as 1.429 edições do JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias até à suspensão da publicação, em julho de 2025, afirmando-se ao longo de mais de meio século como uma das figuras centrais da cultura e do jornalismo portugueses. Na proposta subscrita pelos professores catedráticos Mário Jorge Barroca e José Meirinhos, destaca-se o seu trabalho persistente, rigoroso e generoso em áreas como a cultura portuguesa, a lusofonia, a imprensa livre, a literatura, o ensino e as humanidades.
A cerimónia contou com a presença do reitor da Universidade do Porto, António de Sousa Pereira, e da diretora da FLUP, Paula Pinto Costa. O elogio ao homenageado foi proferido pelo jornalista Carlos Magno, tendo como padrinho Artur Santos Silva.
Natural de Freamunde, no concelho de Paços de Ferreira, José Carlos de Vasconcelos nasceu em 1940 e desenvolveu um percurso marcante na literatura, no jornalismo e na intervenção cívica. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, destacou-se desde cedo como dirigente estudantil, colaborador de publicações académicas e dinamizador cultural. Ao longo da carreira, integrou redações de referência, presidiu a várias estruturas representativas dos jornalistas e recebeu algumas das mais importantes distinções nacionais e internacionais, entre as quais a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade e a Ordem do Rio Branco, no Brasil.
Com esta distinção, José Carlos de Vasconcelos torna-se o 107.º Doutor Honoris Causa da Universidade do Porto, juntando-se a um conjunto de personalidades que marcaram a vida académica, cultural e científica em Portugal e no mundo.