Prepare-se: de 30 de outubro a 1 de novembro, Lisboa volta a vestir-se de cinema, luz e conversa com a segunda edição do Tribeca Festival Lisboa 2025, cujo epicentro será a Unicorn Factory, no Beato. A promessa é clara e renovada: mais filmes, mais salas, mais estrelas. Mas, e há sempre um mas, este é ainda um festival que tenta encontrar o equilíbrio entre entusiasmo e maturidade. E é por isso que vale a pena olhar para o melhor e o pior desta edição, que chega com ambição, glamour, mas também com um toque de dúvidas.
Do desastre ao upgrade
Depois de uma estreia discreta – ou, sejamos francos, um pouco desastrada – em 2024, com críticas demolidoras à organização, às condições técnicas e ao conforto das salas, o Tribeca Lisboa regressa com vontade de mostrar os dentes. A programação cresceu: há mais estreias, mais convidados e mais cinema a sério.O Beato, que há poucos anos era apenas território industrial, afirma-se agora como um bairro cultural em ebulição, um laboratório criativo onde o cinema se cruza com tecnologia, arte e gastronomia. Esta expansão é sinal de confiança: Lisboa quer mesmo estar no mapa global do cinema. E isso, convenhamos, é excelente.