É bem capaz de ser o filme que mais marcará esta fornada geracional de filmes que chegam aos Óscares. Será, pelo menos, o mais surpreendente, original e ousado de todos. Tanto em termos formais (é nomeado em quase todas as categorias de efeitos especiais e associados) como em termos de complexidade e originalidade de argumento. Christopher Nolan, que curiosamente não é nomeado na categoria de Melhor Realizador, vai mais longe do que nunca na exigência e na concentração que exige ao espetador. Leonardo Di Caprio (que também não é nomeado) com a sua já habitual cara crispada de bebé mal-humorado dedica-se a uma espécie de espionagem de sonhos, roubando preciosos segredos guardados no maior e mais inacessível ( os psicanlistas que o digam) cofre-forte do mundo: o subconscinete. Já isto era suficiente para a extravagância do guião, só que o realizador vais mais longe. E o objectivo desta estranha empresa passa de extrair ideias para implantar ideias no cérebro da incauta vítima (daí o título original Incepcion). Não contente com isto, Nolan cria efeitos matrioskas, com sonhos dentro de sonhos dentro de sonhos, em que os efeitos de gravidade e todas as fronteiras se diluem e distorcem e os protagonistas já não sabem o que é sonho e a realidade. Nem nós.
8 NOMEAÇÕES
– Prós A extrema originalidade e complexidade do guião provam que o cinema de acção não é incompatível com um grau de exigência intelectual superior
– Contras O facto de Nolam não ter sido contemplado nas nomeações não será bom sinal. Ainda assim, a Origem pode bem ganhar o melhor filme.