Apresentam-se como o Booking dos vinhos mas, na realidade, do projeto da Adegga há muito que os três amigos informáticos passaram para um projeto muito maior e, desde 2009, têm vindo a juntar produtores e consumidores num projeto de venda direta de vinhos. “Este ano, pela primeira vez, vamos ter uma loja online onde as pessoas podem comprar os 300 vinhos em prova sem irem ao local”, explica André Ribeirinho, um dos fundadores do projeto. O comércio de vinhos portugueses tem vindo a crescer nos últimos e Portugal já ocupa a 12ª posição na produção mundial. Só as exportações mundiais valem 725 milhões de euros e 45% da produção nacional é vendida nos mercados internacionais.
Há 10 anos, criaram a plataforma de venda online de vinhos a Adegga e, só em 2014, faturaram 200 mil euros. Com o crescimento da comunidade que seguia a plataforma, decidiram arriscar e organizaram o primeiro WineMarket, em Lisboa. Atualmente, promovem quatro feiras por ano, em Lisboa, Porto e Algarve e a procura não pára de aumentar. O segredo? “Nunca quisemos ser o maior evento de vinhos, mas distinguirmo-nos pela qualidade do projeto. Selecionamos os 40 produtores e temos três tipos de bilhetes, entre os 10 e os 50 euros. Em todos os casos, as pessoas podem provar todos os 300 vinhos à prova no evento”, conta André Ribeirinho. Os empresários da Adegga criaram um copo inteligente de prova, com um chip integrado e que no final da feira envia para os emails a lista de todos os vinhos degustados. No último evento, organizado no Verão, reuniram cerca de mil pessoas, com idades médias entre os 25 e os 45 anos, que já bebem vinho, que procuram conhecer mais vinhos e que estão disponíveis para gastar mais de 10 euros por uma garrafa. No próximo sábado, 5, é dia de mais uma WineMarket, no Altis Grand Hotel, em Lisboa, entre as 15h e as 21h.